domingo, outubro 01, 2006

Governo assume aumento do PIB para 1,5% em 2006

O ministro Manuel Pinho admite que a economia portuguesa pode crescer em torno de 1,5%, este ano.

O PIB vai crescer acima das melhores previsões do Banco de Portugal e das projecções até agora assumidas pelo Executivo socialista, mas não defende a projecção de 3% para 2007, que lhe é atribuída por algumas fontes da imprensa.

A projecção «optimista» para este ano foi, de facto, referenciada pelo ministro da Economia e da Inovação na quinta-feira.

Manuel Pinho fez, de facto, referência ao crescimento d economia portuguesa na sessão de encerramento do VIII Fórum da Indústria Têxtil organizado pelo CITEVE, em Vila Nova de Famalicão, confirmou fonte do Ministério da Economia e da Inovação (MEI) ao Diáiro Digital esta sexta-feira.

Porém, vários sites de informação (nacionais e internacionais) indicam que o ministro adiantou, ainda, a previsão de 3% para o PIB em 2007.

Confrontado com este valor, fonte do MEI frisa que a projecção para 2006 (+1,5%) já tem sido mencionada por membros do Governo em várias ocasiões e é justificada por indicações fiáveis, como as do último relatório do Banco de Portugal.

Quanto aos «3% para 2007», a mesma fonte considera que o ministro não a defende. É «algum mal-entendido», admite a mesma fonte. Esse número refere-se a projecções inscritas pelo Governo em vários documentos mas reportado ao final da legislatura, «não para 2007», esclareceu, citado pela agência «Reuters».

INE reportou défices excessivos a Bruxelas

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reportou esta sexta-feira ao Eurostat os valores do défice e da dívida das Administrações Públicas no âmbito da segunda notificação de 2006 em cumprimento do procedimento dos défices excessivos.

De acordo com o comunicado enviado pelo ministério das Finanças, no reporte a Bruxelas destaca-se o facto de o défice das administrações públicas para 2005 se situar no nível de 6 por cento do PIB tal como na última notificação e conforme o compromisso assumido pelo Governo neste domínio.

A revisão das contas das Administrações Públicas, entretanto realizada, conduziu a uma melhoria do saldo conjunto dos subsectores Administração Central e Fundos de Segurança Social em 0,1 pontos percentuais do PIB.

Constata-se, porém, um agravamento do saldo do subsector Administração Local e Regional, em -0,1 pontos percentuais do PIB relativamente ao apuramento de Abril de 2006, decorrente de despesa não paga da Região Autónoma da Madeira, no montante de 140 milhões de euros, não relevada na execução orçamental desta Região.

Esta despesa foi detectada na sequência de uma operação de cessão de créditos relativos a 2004 e 2005 conduzida pelos seus fornecedores, no valor global de 150 milhões de euros.

Uma vez que esta despesa não paga acarreta um aumento do endividamento líquido da Região Autónoma da Madeira, foi já solicitado pelo Ministro de Estado e das Finanças uma análise sobre as implicações jurídicas e financeiras que esta situação poderá despoletar à luz da Lei de Enquadramento Orçamental.

Filial portuguesa da Azkoyen comprada por 8,5 milhões

O grupo espanhol Azkoyen vendeu esta sexta-feira a sua filial portuguesa, por 8,5 milhões de euros ao grupo Espírito Santo e espanhola GED, uma gestora de capital de risco.

O grupo Azkoyen vendeu a sua filial destinada à distribuição de café no segmento Horeca (hotéis, restaurantes e cafés) e em escritórios.

Segundo o comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) em Espanha, a Azkoyen explica que a operação de venda vai ao encontro do plano estratégico, que pretende que a empresa se concentre no negócio dos meios de pagamento e das máquinas de venda automática de produtos diversos.

A Azkoyen «cessa agora as suas actividades de distribuição de café em Portugal, tanto no canal Horeca como no de escritórios, transferindo-se a mesma para um grupo de investidores liderado pela Espírito Santo Capital e GED (90%) e dentro de uma operação de "management buy in" (10%)».

Nem tudo foi férias

Desde já gostava de salientar que esta paragem prolongada não se deveu exclusivamente à variável €. Se assim fosse, a paragem era mínima...

A verdade é que este tempo foi aproveitado para me dedicar de corpo e alma ao trabalho de fim de curso. Trabalho esse, que já foi dado como apto a ser defendido, mas segundo eu, está longe de estar concluído. Só o futuro o dirá.

Assim regressemos à normalidade.

terça-feira, agosto 15, 2006

Uma pausa para férias!!!

Chegou aquela altura do ano...

Quer tenhámos "produzido" muito ou pouco, uma coisa é certa...

Lá vamos de férias. Pelo menos até se esgotar os euros...

Mudar de fornecedor de electricidade possível já em Setembro

Os quase seis milhões de clientes domésticos de electricidade vão receber, esta semana, uma carta da Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE) com informação necessária para decidirem se devem ou não mudar de fornecedor.

Isso vai ser possível já a partir de 4 de Setembro, data em que o mercado ficará totalmente liberalizado, à semelhança do que já acontece com os telefones.

Para ajudar os clientes a optar por um fornecedor, a entidade reguladora está a preparar um simulador on-line. No futuro simulador, o cliente indica as características do contrato e o tipo de consumo. Com base nesses dados, o programa informático revela o preço que cada um dos fornecedores cobrará ao final do mês, explica o «Jornal de Notícias».

Na carta, que usa uma linguagem que seguramente muitas pessoas terão dificuldade em compreender, a ERSE adianta que os novos fornecedores terão toda a liberdade para cobrar o preço que entenderem e fazerem promoções regionais.

O simulador só comparará os preços, pelo que a ERSE aconselha as famílias a prestar atenção a outros detalhes dos contratos a assinar. Em concreto, o cliente é aconselhado a apurar com que periodicidade receberá uma factura (no caso da EDP, é de dois em dois meses), as condições e os modos de pagamento e a duração mínima do contrato e penalizações pela rescisão antes do prazo, entre outros.

Para mudar de fornecedor de electricidade, o cliente terá que se dirigir à empresa com a qual pretende assinar contrato e que tratará de todo o processo de cancelamento com a EDP. A troca demora, previsivelmente, dez dias úteis, se não for necessário ir a casa do cliente fazer qualquer mudança no contador ou fazer uma contagem extraordinária do consumo. Não é de esperar qualquer interrupção no fornecimento. A mudança não tem qualquer custo para o consumidor.

No prazo de 12 meses, cada cliente pode mudar de fornecedor, no máximo, quatro vezes. O novo fornecedor usará a infra-estrutura de rede da EDP, mas o cliente só receberá uma factura, com a discriminação dos vários valores a pagar.

Dentro de perto de quatro semanas, qualquer pessoa poderá deixar de ser cliente da EDP Distribuição (que mantém o monopólio dos consumidores domésticos) e escolher outro fornecedor de electricidade. Hoje, estão registados junto da entidade reguladora quatro comercializadores, além da EDP as espanholas Unión Fenosa e Iberdrola, a parceria entre a Sonae e a também espanhola Endesa (a Sodesa) e a italiana Enel, refere o «Jornal de Notícias».

Ainda nenhuma destas empresas gigantes divulgou a estratégia a seguir para conquistar clientes, nem a EDP disse em concreto o que fará para os convencer a não cancelar contratos. Admite apenas promoções pontuais de preços, com a tónica a ser posta na qualidade do serviço e bom relacionamento com o cliente. A eléctrica garante estar preparada para fazer face à liberalização total, mas, a medir pelo que aconteceu com os maiores clientes de electricidade (o mercado para as empresas já está liberalizado), a guerra adivinha-se acesa. No final do ano passado, um quarto da energia consumida em Portugal era assegurada por fornecedores alternativos.

Inflação no Reino Unido abranda para 2,4%

Os preços subiram 2,4% em Julho no Reino Unido, face ao mesmo mês do ano passado, revelam dados oficiais hoje dados a conhecer.

O valor fica acima do previsto pelo Executivo britânico mas representa, mesmo assim, uma desaceleração face à taxa homóloga de inflação registada em Junho.

Esta é assim a primeira desaceleração desde Janeiro.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Grupo «Os Mosqueteiros» abre loja de desconto no Algarve

O primeiro ponto de venda da marca de hard discount do Grupo «Os Mosqueteiros», o Netto, vai ser inaugurado no próximo sábado em Lagoa, no Algarve.

A nova insígnia do grupo entra assim no mercado nacional e vem juntar-se às restantes cinco já bem conhecidas do consumidor português, Intermarché, Ecomarché, Vêtimarché, Stationmarché e Bricomarché, anuncia a empresa em comunicado.

«Este é mais um passo no caminho para alcançar o objectivo do Grupo que é conquistar a liderança no mercado nacional da distribuição. Este é apenas o primeiro dos sete Netto que pretendo inaugurar até ao final deste ano, o que demonstra a vontade e empenho do Grupo em apostar forte neste conceito de hard discount e na sua expansão no mercado nacional», disse o presidente do Grupo «Os Mosqueteiros» em Portugal, Fausto Fernandes.

No âmbito da política de desenvolvimento regional que o Grupo «Os Mosqueteiros» preconiza desde a sua implementação em Portugal, o Netto de Lagoa vai «dinamizar a economia local através do estabelecimento de parcerias com produtores e fornecedores desta região algarvia».

«Cumprindo o conceito de uma necessidade, um produto, o Netto assenta em três eixos fundamentais, Preço, Qualidade e Facilidade. Assim, o conceito de loja baseia-se na facilidade e simplicidade no processo de compra, o que possibilita igualmente poupanças que são canalizadas para uma oferta de produtos de qualidade a muito baixo preço», salientam.

Um ponto de venda Netto conta com cerca de 1.300 referências de produtos numa área até 650m2.

Opca integra consórcio para plataforma logística de 500 milhões

A Opca, empresa de Obras Públicas e Cimento Armado integra o agrupamento constituído pela Mota-Engil, BES e BPC, para promover a concepção, financiamento, construção e exploração da Plataforma Logística Multimodal do Poceirão, num investimento total de cerca de 500 milhões de euros.

Com um volume de negócios de cerca de 300 milhões de euros, relativo a 2005, «a Opca consolida assim a sua estratégia de diversificação de actividade, entrando agora no sector das concessões de plataformas logísticas, apostando em projectos em regime de parcerias público privadas, que contribuam para o desenvolvimento do país», refere o membro da Administração da Opca, Eng.º António Graça, em comunicado.

A Plataforma Multimodal do Poceirão é uma das 11 plataformas previstas no programa Portugal Logístico, lançado recentemente pelo Governo para servir a zona de Lisboa.

Numa área total de 220 hectares, esta plataforma conta com um investimento de 290 milhões de euros de 17 milhões de euros nas acessibilidades.

Ao investimento realizado acresce a criação de entre 5.500 a 8.000 postos de trabalho, uma vez concluído o projecto.

«Numa altura em que se concluiu que Portugal está a perder carga para os portos espanhóis devido aos custos logísticos serem excessivos em Portugal, o projecto da Plataforma Multimodal do Poceirão insere-se no programa Portugal Logístico, que pretende vir dar resposta a esta situação, através da construção de 11 plataformas logísticas», afirma a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino

O plano está orçado em 1.038 mil milhões de Euros, com o objectivo de transformar Portugal numa plataforma atlântica para os movimentos internacionais no mercado ibérico e europeu, até 2013, prevendo-se que venha captar novos tráfegos de mercadorias transfronteiriços e portuários num total de 2 milhões de toneladas.

A totalidade desta rede tem uma área de 844 hectares, prevendo-se áreas de expansão de 619 hectares, cobrindo mais de 93% da economia e da população portuguesa.

TAP perde 51 milhões penalizada pelos combustíveis

A TAP teve prejuízos de 51 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano, «como habitualmente acontece no primeiro semestre», anunciou a companhia. O valor regista um aumento de 3 milhões face ao homólogo de 2005.

A deterioração dos resultados reflecte, segundo a transportadora, «perdas cambiais no dólar e no real na ordem dos 12 milhões de euros».

No mesmo período, a empresa atingiu os 710 milhões de euros de proveitos operacionais, mais 17% que os 606 milhões apurados em igual período do ano passado.

Gasto com combustíveis subiu 41%

O aumento de 41% da factura dos combustíveis, que ascendeu a 167 milhões de euros, contra os 118 milhões gastos há um ano, «foi um dos factores que mais influenciou os resultados da TAP na primeira metade do ano», garante a companhia.

Apesar disso, conseguiu-se «melhorar a eficiência da companhia, já que o aumento de 17% dos proveitos foi muito superior ao crescimento de apenas 8% nos restantes custos da empresa, que foram abaixo dos 9,8% de crescimento da operação.

Os custos totais cresceram 14,8%, situando-se, nos primeiros seis meses de 2006 em 675 milhões de euros.

O EBITDAR (meios libertos) entre Janeiro e Junho situou-se nos 34 milhões de euros, o dobro dos 17 milhões registados no primeiro semestre de 2005.

Também os resultados operacionais melhoraram mais de 12%, para 34 milhões de euros (negativos).

Transporte, carga e manutenção registam crescimento

A área de Transporte Aéreo registou um resultado de 573 milhões de euros, mais 17%. Também a Carga melhorou os seus proveitos de 33 para 41 milhões de euros (+24%). Na prestação de serviços a terceiros, a Manutenção alcançou receitas no valor de 58 milhões de euros, mais 25%.

Neste período, foram transportados 3.140.295 passageiros, mais 3,8% do que em 2005, enquanto a taxa de ocupação, apesar do aumento da oferta (mais aviões e mais destinos) se ter mantido nos 70,8%.

«Graças à melhoria global do desempenho da TAP, o Conselho de Administração mantém como objectivo terminar o ano de 2006 com resultados positivos», concluem.